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Santa Cruz: Coesão Tática, Carência Técnica

O Santa Cruz encerrou sua fase de preparação exibindo avanços coletivos, porém deixando à mostra uma carência de talento individual. Sob o comando de Itamar Schülle, o time tricolor evoluiu consideravelmente desde o início dos jogos-treino, sobretudo no aspecto tático, ainda que a parte técnica careça de aprimoramento.

No amistoso contra o Treze, o técnico esboçou o que possivelmente será o time titular para o embate crucial contra o Altos. A formação demonstrou familiaridade com a proposta de jogo do treinador, reforçando a marcação, a compactação e a dificuldade imposta ao adversário. O controle do primeiro tempo foi notável, com destaque para o gol de Gabriel Cardoso, consolidando a estratégia de Itamar em dominar o meio-campo. A atuação do goleiro André Luiz reforçou a solidez defensiva, com poucas intervenções necessárias.

A coesão coletiva contrasta, no entanto, com a falta de brilho individual. Exceto por lampejos de alguns jogadores como Willie e Gabriel Cardoso, nenhum atleta se sobressaiu verdadeiramente neste primeiro mês.

No segundo tempo, com diversas alterações no time, apenas Thiaguinho se destacou, exibindo arrancadas pela ala esquerda, apontando ser uma possível peça chave para o time. Diante das dificuldades financeiras, ausência de calendário e a pressão por resultados imediatos, é admirável a rápida evolução do Santa Cruz. O contexto desafiador para a formação do elenco não diminui o mérito do progresso alcançado em um período tão curto.

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