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Náutico tem poucas chances contra Retrô


O Náutico está enfrentando dificuldades em seu pedido junto ao Tribunal de Justiça Desportiva para a perda de pontos do Retrô no Campeonato Pernambucano. Segundo Luís Eduardo Barbosa, advogado especializado em direito esportivo, as chances de sucesso do Timbu neste caso são reduzidas.

A controvérsia surgiu devido à alegação do Náutico de que os jogadores Radsley e Luisinho deveriam ter cumprido suspensão automática na primeira rodada do Pernambucano, devido às expulsões na final do Estadual do ano passado contra o Sport. O argumento se baseia no Código Disciplinar da Fifa, que estipula que uma expulsão incorre automaticamente na suspensão do jogo seguinte.

No entanto, Barbosa esclarece que, neste caso, os Regulamentos Gerais das Competições da Federação Pernambucana de Futebol e da CBF têm precedência sobre o Código Disciplinar da Fifa. Esses regulamentos estabelecem que os impedimentos automáticos são extintos após o término da competição ou da participação do clube em uma competição eliminatória.

“Essa regra que o Retrô está utilizando existe em vários regulamentos pelo país. Se está no regulamento, isso é o que vale”, explica o advogado.

Além disso, Barbosa ressalta que, se os dois jogadores tivessem sido punidos com mais jogos de suspensão pelo TJD, essas partidas extras deveriam ser cumpridas no Estadual deste ano. Contudo, como no julgamento ambos receberam apenas “advertências”, não há base para a aplicação de suspensões adicionais neste campeonato.

Assim, diante desses argumentos legais, a perspectiva do Náutico de obter sucesso em seu pedido de perda de pontos do Retrô parece improvável, destacando a importância do entendimento claro e preciso das regras e regulamentos esportivos para evitar disputas e controvérsias desnecessárias.

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